Carl Perkins

Carl Lee Perkins (19 de abril de 1932 - 19 de janeiro de 1998) foi um pioneiro cantor americano de rockabilly, uma mistura de rhythm and blues e country music que desenvolveu-se na Sun Records em Memphis, Tennessee no começo dos anos 50.

Nascido em Tiptonville, Tennessee, filho de um pobre fazendeiro arrendatário, Perkins cresceu cercado pela sulista música gospel cantada pelos negros que trabalhavam nos campos de algodão. Aos 7 anos de idade ele já tocava guitarra, feita por seu pai com uma caixa, um galho e uma corda de embrulho.

Em 1956, desesperadamente pobre, Perkins compõe a música "Blue Suede Shoes" em um saco velho de tomate. Produzida por Sam Phillips, a canção venderia milhões de cópias. No auge da fama da música, ele se envolveu em um acidente de carro quase fatal. Enquanto Perkins se recuperava, o astro em ascensão Elvis Presley lançou sua própria versão de "Blue Suede Shoes". O sucesso de Presley impediu Perkins de alcançar o sucesso que ele parecia estar destinado a alcançar; Perkins nunca mais conseguiria o mesmo destaque no mundo da música pop.

Durante sua longa carreira ele gravou inúmeros compactos e álbuns, além de compor vários sucessos tanto no rock quanto na música country. Suas músicas ganharam versões dos Beatles (Perkins inclusive colaboraria com Paul McCartney, tocando guitarra rítmica em "Ebony and Ivory", um sucesso conjunto de McCartney e Stevie Wonder).

Quando do revival do rockabilly nos anos 80, George Harrison, Eric Clapton e Ringo Starr apareceram com ele em um especial televisivo em Londres, Inglaterra chamado ''Carl Perkins and Friends: A Rockabilly Session".
De volta aos estúdios da Sun em 1986, Perkins se juntou à Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Roy Orbison para gravar o álbum Class of '55. Foi um tributo ao começo de carreira deles na Sun e em parte a reprise de uma informal jam session que ele, Presley, Cash e Lewis fizeram em 4 de dezembro de 1956.
Em 1987, o reconhecimento da contribuição de Perkins à música veio quando ele foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll.

Perkins morreu aos 65 anos de idade depois de sofrer vários derrames e foi enterrado no Ridgecrest Cemetery em Jackson, Tennessee.

Hugh Hefner

Hugh Marston Hefner (Chicago, 9 de abril de 1926) é o idealizador, fundador e editor-chefe da mais famosa revista erótica do mundo, a Playboy.

Ironicamente, Hefner é o filho mais velho de pais protestantes e conservadores, Glenn e Grace Hefner, e descende de importantes patriarcas puritanos do estado americano de Massachusetts, como William Bradford e John Winthrop.

A primeira edição da revista Playboy, apresentando o calendário fotográfico de Marilyn Monroe, foi lançada em Dezembro de 1953. Hoje, está presente em mais de vinte e oito países, com suas próprias editoras nacionais, como o Brasil, o Japão, a França e a Romênia.

Hefner chegou a ter sete namoradas ao mesmo tempo, desde que a revista foi criada. Atualmente, aos 83 anos de idade, possui três namoradas. São elas: Kristina e Karissa Shannon e Cristal Harris, todas com idades abaixo dos 25 anos.

Charles Baudelaire

Charles-Pierre Baudelaire (Paris, 9 de Abril de 1821 — Paris, 31 de Agosto de 1867) foi um poeta e teórico da arte francês. É considerado um dos precursores do Simbolismo, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX.
Nasceu em Paris a 9 de abril de 1821. Estudou no Colégio Real de Lyon e Colégio Louis-Le-Grand (de onde foi expulso por não querer mostrar um bilhete que lhe foi passado por um colega).
Em 1840 foi enviado pelo padrasto, preocupado com sua vida desregrada, à Índia, mas nunca chegou ao destino. Pára na ilha da Reunião e retorna a Paris. Atingindo a maioridade, ganha posse da herança do pai. Por dois anos vive entre drogas e álcool na companhia de Jeanne Duval. Em 1844 sua mãe entra na justiça, acusando-o de pródigo, e então sua fortuna torna-se controlada por um notário.
Em 1857 é lançado As flores do mal contendo 100 poemas. O livro é acusado no mesmo ano, pelo poder público, de ultrajar a moral pública. Os exemplares são presos, o escritor paga 300 francos e a editora 100, de multa.

Essa censura se deveu a apenas seis poemas do livro. Baudelaire aceita a sentença e escreveu seis novos poemas "mais belos que os suprimidos", segundo ele.

Mesmo depois disso, Baudelaire tenta ingressar na Academia Francesa. Há divergência, entre os estudiosos, sobre a principal razão pela qual Baudelaire tentou isso. Uns dizem que foi para se reabilitar aos olhos da mãe (que dessa forma lhe daria mais dinheiro), e outros dizem que ele queria se reabilitar com o público em geral, que via suas obras com maus olhos em função das duras críticas que ele recebia da burguesia.

Morre em 1867, em Paris, e seu corpo está sepultado no Cemitério do Montparnasse, em Paris.


Cronologia
1821 - (9 de abril) Nasce em Paris Charles-Pierre Baudelaire, filho de François Baudelaire e Caroline Archimbaut-Dufays.
1827 - Morre François Baudelaire.
1828 - A sua mãe casa em segundas núpcias com o militar Jacques Aupick.
1832 - O Coronel Jacques Aupick é transferido para Lyon levando consigo a esposa e o seu filho Charles Baudelaire.
1833 - Baudelarie é matriculado como aluno interno no Collège royal de Lyon.
1836 - O Coronel Jacques Aupick é nomeado para o Estado Maior do Exército em Paris. Recomeça os estudos em Paris.
1838 - Viagem aos Pirenéus com a mãe e o padastro. É após esta viagem que ele escreve o poema Incompatibilité.
1839 - Baudelaire conclui o curso colegial. Seu padastro é promovido a General da Brigada.
1840 - Baudelaire vive na pensão Lévêque et Bailly e faz amizade com dois jovens poetas, Gustave Le Vavasseur e Ernest Prarond
1841 - Pressionado pela família e pelo padastro, que não admitiam sua independência e determinação, Baudelaire é obrigado a embarcar num navio em Bordeaux com destino a Calcutá. Meses depois o General Aupick, seu padastro, recebe uma carta do comandante do navio dando conta de que o jovem Baudelaire decidiu abandonar a viagem na Ilha de Réunion, não indo mais a Calcutá.
1842 - Retorna a França. Ligação com Jeanne Duval, uma jovem mulata que ele conhece no teatro Porte Saint-Antoine. Conhece Félix Tournachon, fotografo conhecido como Nadar, de quem fica muito amigo. Baudelaire atinge a maioridade e recebe a herança deixada por sua pai no valor de 75 mil francos. Passa a morar na Ilha de Saint-Louis em Paris.
1843 - Estreia numa colectânea literária chamada Vers. Muda-se para o Hotel Pimodan, conhece muitas pessoas ligadas às artes, como poetas, pintores e marchands. É nesse hotel que Baudelaire reencontra o poeta Theóphile Gautier, sua futura paixão Apolonie Sabatier, e Fernand Boissard, pintor morto prematuramente. É aí que instala o famoso Club des Haschischins, que inspirará Baudelaire para escrever a primeira parte dos Paraísos Artificiais.


Compact Disc (CD)

Compact Disc
CD (abreviação de Compact Disc, "disco compacto" em inglês) é um dos mais populares meios de armazenamento de dados digitais, principalmente de música comercializada e softwares de computador, caso em que o CD recebe o nome de CD-ROM. A tecnologia utilizada nos CD é semelhante à dos DVD.
Foi inventado em 1979, e comercializado a partir de 1982.

História
A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos Compact Discs prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil serem considerados obsoletos. Com a banalização dos discos compactos, a consecutiva banalização de gravadores de CD permitiu a qualquer utilizador de PC gravar os seus próprios CDs, tornando este meio um sério substituto a outros dispositivos de backup.
Surgiu assim a popularização dos discos "virgens" (CD-R), para gravação apenas, e os discos que podem ser "reescritos" (CD-RW). A diferença principal entre estes dois é precisamente a capacidade de se poder apagar e reescrever o conteúdo no segundo tipo, característica que iria contribuir para o desaparecimento dos/das disquetes como meio mais comum de transporte de dados. Efectivamente, um CD é agora capaz de armazenar conteúdo equivalente a aproximadamente 487 disquetes de 3 1/2" (com capacidade de 1,44 MB), com muito maior fidelidade - uma das características negativas dos/das disquetes era a sua reduzida fidelidade, já que facilmente se danificavam ou corrompiam. Como exemplo, a exposição ao calor, frio e até mesmo a proximidade a aparelhos com campo magnético como telemóveis.

Funcionamento
A Philips foi a principal empresa responsável pela criação/desenvolvimento do CD-ROM. Depois, outras empresas como a Sony e a TDK entraram rapidamente na nova geração digital. Um CD é um disco de acrílico, sobre o qual é impressa uma longa espiral (22,188 voltas, totalizando 5,6 km de extensão). As informações são gravadas em furos nessa espiral, o que cria dois tipos de irregularidades físicas: pontos brilhantes e pontos escuros. Estes pontos são chamados de bits, e compõem as informações carregadas pelo CD.
A leitura destas informações é feita por dispositivos especiais, que podem ser CD Players ou DVD Players. A superfície da espiral é varrida por um laser, que utiliza luz no comprimento infravermelho. Essa luz é refletida pela superfície do disco e captada por um detector. Esse detector envia ao controlador do aparelho a sequência de pontos claros e escuros, que são convertidos em "uns ou zeros", os bits (dados binários). Para proteger a superfície do CD de sujeira, é colocada sobre ela um disco de plástico especial.

Camadas físicas
Um CD contém quatro camadas: a primeira consiste no rótulo, conhecida como camada adesiva; a segunda é uma camada de acrílico, que contém os dados propriamente ditos; a terceira é uma camada reflexiva composta de alumínio e, finalmente, uma quarta, chamada de camada plástica, feita de policarbonato. A cor prata que vemos no CD é o resultado da soma das camadas de gravação e reflexão. Em um CD-R, a composição das camadas é diferente, para que a mídia possa ser gravada usando um sistema "caseiro".

Roberto Menescal

Roberto Batalha Menescal (Vitória, 25 de outubro de 1937) é um músico brasileiro. Foi um dos fundadores do movimento bossa nova.

Participava das reuniões no apartamento da cantora Nara Leão, na Avenida Atlântica, em Copacabana, onde o movimento começou. Menescal é um dos mais importantes compositores, ao lado de Tom Jobim, Carlos Lyra, Vinícius de Moraes. Criou canções que hoje são consideradas hinos do movimento e da própria música popular, como O barquinho, Você, Nós e o mar, Ah se eu pudesse, Rio, entre outras. Ronaldo Bôscoli é um de seus parceiros mais constantes.

Suas canções quase sempre apresentam o mar como temática.

Como músico, acompanhou em shows e gravações, Nara Leão, Wanda Sá, Sylvia Telles, Lúcio Alves, Maysa, Aracy de Almeida, Dorival Caymmi, Elis Regina, entre outros.

Tocou ao lados dos músicos Luiz Eça, Luiz Carlos Vinhas, Bebeto Castilho, Hélcio Milito, Eumir Deodato, Ugo Marotta, Sergio Barrozo, Oscar Castro Neves, João Palma, Edison Machado, Wilson das Neves, Antônio Adolfo, Hermes Contesini, José Roberto Bertrami, João Donato e tantos outros.

Além de músico, é produtor musical, tendo iniciado esse trabalho em 1964, com o LP Vagamente, disco de estreia da cantora Wanda Sá. Tempos depois, passou a produzir discos para a gravadora Polygram (actualmente Universal Music), onde também foi director artístico entre 1970 e 1986.

Compôs a trilha sonora dos filmes Joana Francesa e Bye Bye Brasil, ambos de Cacá Diegues, e em parceria com Chico Buarque.

Atualmente, além de tocar violão e guitarra, dirige um selo musical e gerencia novos grupos e projetos musicais, como o Bossacucanova. Seu último trabalho foi produzir um documentário sobre bossa nova, chamado Coisa mais linda, em 2005, com seu velho amigo Carlos Lyra.

Produziu discos de artistas como Elis Regina, Nara Leão, Chico Buarque, Maysa, MPB-4, Maria Bethânia, Leila Pinheiro, Cauby Peixoto, Os Cariocas, Leny Andrade, Danilo Caymmi, Wanda Sá, entre outros.

Nara Leão

Nara Lofego Leão (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora brasileira.

Filha mais nova do casal Jairo Leão e Altina Lofego Leão, Nara nasceu em Vitória e mudou-se para a Cidade do Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão. Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas" de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Mais tarde, Nara tornou-se professora da academia.

Musa da Bossa Nova
A Bossa Nova nasceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, das quais participavam nomes que seriam consagrados no género, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e seu então namorado, Ronaldo Bôscoli. No fim dos anos 1950, Nara foi repórter do jornal "Última Hora", onde Bôscoli também trabalhava, e que pertencia a Samuel Wainer, casado com a irmã de Nara, Danuza Leão. O namoro com Bôscoli terminou quando ele a traiu e iniciou um caso com a cantora Maysa, durante uma turné em Buenos Aires, em 1961. Daí em diante, Nara se reaproxima de Carlos Lyra, que rompera com Bôscoli em 1960, e de ideias mais à esquerda. Inicia um namoro com o cineasta Ruy Guerra e passa a se interessar pelo samba de morro.
A estreia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efectiva ocorre após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espectáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espectáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Maria Bethânia, por sua vez, a substituiria no ano seguinte, interpretando Carcará, pois Nara precisara se afastar por estar afónica. Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPC's já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.

Dentre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afeto -- feita a seu pedido por Chico Buarque, cantor e compositor a quem homenagearia nesse disco homónimo, lançado em 1980.

Tropicalismo
Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD.

Vida pessoal
Já separada alguns anos de Ruy, ela casa-se com o cineasta Cacá Diegues, com quem teve dois filhos: Isabel e Francisco. No fim dos anos 1960, muda-se para a Europa com o marido, permanecendo lá por três anos. Ela morou na França, na cidade de Paris, onde nasceu Isabel.

No começo dos anos 1970, ela volta para o Brasil, tem o segundo filho, Francisco, e decide estudar psicologia na PUC-RJ. De facto, Nara planejava abandonar a música mas não chegou a deixar a profissão de cantora, apenas diminuindo o ritmo de trabalho e modificando o estilo dos espectáculos, pois era muito cansativa a vida de uma cantora.

Morte
Morreu na manhã de 7 de junho de 1989 vítima de um tumor cerebral inoperável aos 47 anos de idade. Ela já sabia do tumor, e sofria com esse problema havia 10 anos. O tumor estava numa área muito delicada do cérebro, sendo inoperável. O último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.

Após a morte
Em 2002, seus discos lançados anteriormente em LPs foram relançados em duas caixas separadas - uma com o período 1964-1975 e a outra 1977-1989 - trazendo também faixas-bónus e um livreto sobre sua biografia. Mesmo depois de ter morrido a anos, suas músicas ainda eram sucesso, como até hoje são.

Discografia
1964 - Nara
1964 - Opinião de Nara
1965 - O Canto Livre de Nara
1965 - Cinco na Bossa
1965 - Show Opinião
1966 - Nara Pede Passagem
1966 - Manhã de Liberdade
1966 - Liberdade, Liberdade
1967 - Nara
1967 - Vento de Maio
1968 - Nara Leão
1969 - Coisas do Mundo
1971 - Dez Anos Depois
1974 - Meu Primeiro Amor
1977 - Meus Amigos São Um Barato
1978 - Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos
1979 - Nara Canta en Castellano
1980 - Com Açúcar, Com Afeto
1981 - Romance Popular
1982 - Nasci Para Bailar
1983 - Meu Samba Encabulado
1984 - Abraços E Beijinhos e Carinhos Sem Ter Fim… Nara
1985 - Nara e Menescal - Um Cantinho, Um Violão
1986 - Garota de Ipanema
1987 - Meus Sonhos Dourados
1989 - My Foolish Heart
 

Batalha de Verdun

Batalha de Verdun

A batalha de Verdun foi uma batalha da Primeira Guerra Mundial ocorrida entre 21 de fevereiro a 18 de dezembro de 1916 em Verdun, na França. Ela fez cerca de 260 000 mortos entre os beligerantes (França e Alemanha), e foi também a mais longa batalha da Primeira Guerra Mundial, e a segunda mais sangrenta após a batalha do Somme.

Verdun representava um dos pilares da estratégia defensiva francesa mesmo antes da eclosão da guerra. Os estrategistas franceses sempre cogitaram que, caso a Alemanha invadisse a França novamente, o faria pela fronteira com a Renânia, o que os levou a tentar constituir linhas defensivas especialmente fortificadas nessa região. Verdun era parte dessa linha defensiva e concentrava vários fortes e abrigos de artilharia em posições elevadas. Era também um local de apoio logístico e de concentração de tropas e suas fortificações mais antigas datavam do período da Gália romana. Era uma referência de alto valor simbólico (mais até do que de valor prático) e sua queda havia sido o último evento da espetacular derrota francesa na guerra franco-prussiana. Perder Verdun seria um claro prenúncio da derrota total. Assim ao menos pensavam os franceses e os alemães o sabiam. Caso fosse possível capturar a região de Verdun e seus fortes, o exército germânico teria obtido não apenas um trunfo logístico mas também teria desferido um duro golpe no estado moral francês, reeditando o pesadelo de uma virtual captura de Paris.



Data:  21 de fevereiro a 18 de dezembro de 1916
                                            Resultado Vitória francesa

A iniciativa foi em sua maior parte germânica, com intenso fogo de artilharia, como de costume nessa guerra, mas fundamentalmente com vigorosas tentativas de avanço de infantaria, sempre com perdas impressionantes. Um grande contingente de combatentes do Kaiser foi inicialmente concentrado e empregado na ofensiva, que se acreditava constituir em surpresa para o inimigo, prevendo-se uma captura rápida do complexo de fortalezas. A resistência das tropas francesas, inicialmente em número muito inferior, foi no entanto decisiva, fornecendo o tempo necessário para a chegada de um contingente suplementar comparável ao da ofensiva alemã. Equilibradas as forças, boa parte das intenções alemãs já estava malograda, mas os generais insistiram no esforço. Alguns fortes chegaram a ser capturados, sempre às custas de muitas vidas, apenas para serem rapidamente recuperados pelos franceses. As notícias da batalha geravam intensa apreensão em Paris e no resto da França não ocupada, e foram seguidas com permanente ansiedade. Isto talvez explique a impressionante adesão popular à causa da manutenção de Verdun e a grande disposição dos militares em se encaminharem para lá. Os franceses ainda empregaram com sucesso uma estratégia de constante revezamento de tropas, de forma que uma quantidade muito maior de militares chegou a tomar parte da batalha ao mesmo tempo que seu desgaste foi menor. No lado alemão, as mesmas tropas mantiveram-se prolongadamente tentando o que se revelou impossível, até que, exauridas, recuaram e se entrincheiraram em posição mais favorável. Pesou também fortemente a eclosão da Batalha do Somme, onde a ofensiva franco-britânica obrigou os alemães a abandonarem o ímpeto sobre Verdun. Foi a primeira vitória com peso moral para os franceses. Foi nessa batalha que ficou célebre a expressão do Marechal Petain "Não passarão!", que resumia o enorme peso psicológico dado a ela e sua singular capacidade de instigar a determinação dos franceses.